Nesta quinta-feira 01, dia da Padroeira da cidade de Bandeirantes Santa Teresinha do Menino Jesus

Nesta quinta-feira, 1º de outubro, é comemorado o Dia da Padroeira de Bandeirantes, Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Em celebração à data, serão realizadas missas no Santuário Santa Teresinha às 6h, 8h, 10h, 12h, 15h, 18h e 19h30min
A História da Santa Teresinha do Menino Jesus
Desde muito cedo, Teresa Martin iniciou sua devoção ao Menino Jesus. Aos seis anos e meio, começou a se preparar para a Primeira Comunhão, sendo catequizada por sua irmã Paulina. Graças a essa catequese, o amor ao Menino Jesus foi aumentando em seu coração.
Ao falar desse período, a santa afirma que “amava-O muito” (A 31v). Não é de se estranhar, portanto, que, na época de seu primeiro chamado à vida carmelitana, tenha aceitado com entusiasmo a proposta de Madre Gonzaga de se chamar “Teresa do Menino Jesus” quando ingressasse no Carmelo.
Após prepará-la para a Primeira Comunhão, Paulina, já Irmã Inês de Jesus no Carmelo de Lisieux, convidou a menina a considerar sua alma como um jardim de delícias, no qual seria necessário cultivar as flores das virtudes que Jesus viria colher em sua primeira visita.
No ano de 1887, Teresa ofereceu-se ao Menino Jesus para ser seu brinquedo (A 64r), desejando abandonar-se sem reservas à sua misericórdia. Isso ocorreu por ocasião da célebre audiência com o Papa Leão XIII. Teresa esperava que o Papa autorizasse sua entrada imediata no Carmelo, apesar da pouca idade. A resposta recebida não foi a que desejava, mas ela não se perturbou. Afinal, não havia se oferecido para ser a “bolinha” de Jesus e não dissera que Ele poderia fazer o que quisesse com ela?
A partir de 9 de abril de 1888, data de seu ingresso no Carmelo de Lisieux, Teresa pôde finalmente realizar o sonho de infância. Durante todo o postulantado, assinou suas cartas como “Teresa do Menino Jesus” (CT 46-79).
No dia 10 de janeiro de 1889, quando recebeu o hábito religioso, assinou pela primeira vez como “Irmã Teresa do Menino Jesus e da Santa Face”, nome que se tornaria definitivo em sua vida carmelita (CT 80).
Ao entrar na clausura, a primeira coisa que lhe chamou a atenção foi o sorriso de seu “Menino cor-de-rosa” (A 72v), que a acolheu. Desde então, encarregou-se de lhe oferecer flores, especialmente na festa da Natividade de Maria. Como ela mesma escreveu: “Era a Virgenzinha recém-nascida que apresentava sua florzinha ao Menino Jesus” (A 77r).
Teresa dedicou muitas poesias, recreações piedosas e orações ao Menino Jesus, ao mistério do Natal e aos primeiros anos da infância de Cristo. Em 21 de janeiro de 1894, criou e ofereceu à Madre Inês, em sua primeira festa como priora, uma pintura a óleo intitulada “O Sonho do Menino Jesus”.
O quadro mostra o Menino Jesus de olhos baixos, brincando com as flores que lhe são oferecidas. Ao fundo, aparece, sob a claridade da lua, a Sagrada Face junto à cruz e aos instrumentos da Paixão.
Em uma carta enviada no mesmo dia (CT 156), Teresa comenta sua obra: longe de temer os sofrimentos futuros, o Menino Jesus conserva um olhar sereno e até sorri, pois sabe que sua esposa espiritual permanecerá sempre ao seu lado para amá-Lo e consolá-Lo.
Quanto aos olhos baixos, Teresa explica: “Ele está quase sempre dormindo”. Nesse detalhe, muitos veem uma antecipação da grande provação de fé que a acompanharia nos últimos dias de sua vida.
No final de 1894, a jovem carmelita descobriu sua famosa “Pequena Via”. A infância espiritual do cristão, feita de confiança e abandono, deveria inspirar-se na própria infância de Jesus, especialmente em sua condição de Filho.
Em 7 de junho de 1897, Teresa deixou-se fotografar segurando estampas do Menino Jesus e da Sagrada Face. Sobre a imagem do Menino Jesus, conhecido como “de Messina”, ela copiou o versículo de Provérbios 9,4:
“Quem for pequenino, venha a mim.”



